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quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Monstro do TCC

Há uma semana da prévia da apresentação do TCC dos alunos do 3ºI é muito bom começar a colher os resultados, hoje corrigi o quase fim do capitulo final de um dos grupos. É muito legal perceber que mesmo com tanto “ódio” ou “medo” do TCC alguns alunos se dedicam ao trabalho, e muitos até se sentem felizes pelo trabalho realizado. Tenho certeza que muitos deles mudaram sua visão de TCC do inicio do segundo semestre do curso para cá, porque no início assusta mesmo, mas depois, quando é preciso colocar as mãos na massa e ir ao trabalho nós vamos nos acostumando a idéia, e até se apaixonando pela idéia, continuamos a xingar, esbravejar, desejar que carro do professor capote no dia da apresentação...
Na verdade acostumamos com a idéia de que o TCC é um monstro de sete cabeças, e pra falar a verdade ele é sim, alias eu diria até que alguns casos ele tem 14 cabeças, o Vinicius que o diga, os problemas se multiplicam, resolve-se um problema e aparecem mais dois, e a as meninas do trabalho do lar São Vicente de Paula então, como explicar porque um código funcionou bem por uma semana, e de repente, sem que houvesse alteração alguma, ele parou de funcionar? Existe uma explicação, essas coisas existem para que dê mais emoção ao trabalho, seria muito monótono se tudo funcionasse de primeira não é mesmo?
Agora há 3 semanas da apresentação e uma da prévia, fica dois sentimentos latentes, a angustia da espera e satisfação ter chegado ao fim, quantos não foram os alunos que pensaram em desistir, no inicio e no meio do caminho, mas repararam que agora no final ninguém fala e jogar tudo para o alto? Isso porque o pior já foi feito, enfrentar a fera, e tenho certeza que todos dirão que nem doeu.
Fico feliz ao acompanhar pelo twitter os alunos reclamando que algo não dá certo, é fico feliz, porque isso prova duas coisas, estão realmente trabalhando no TCC e outra, querem que o mundo saiba da sua cria, se o TCC fosse de fato algo do qual os alunos não gostassem, talvez tivessem vergonha de twittar coisas do tipo “o nosso TCC tah lindooo!! vou chorar!! *-*”.
O TCC será sempre um fantasma a assombrar todo e qualquer estudante, a dica que dou para quem ainda vai enfrentá-lo é: “Seja feliz com ele”, se você se diverte com alguma coisa, aquilo se torna menos doloroso pra você, não estou dizendo que você tem que levar o TCC na brincadeira, estou dizendo que você deve fazê-lo de forma que lhe dê prazer, só isso. Xingue, fale mal, brigue com o professor... mas faça tudo isso sabendo que é da boca pra fora, porque por dentro você deve sentir prazer em fazê-lo.
Vou comparar o TCC ao filho, com o meu foi assim, eu no segundo semestre da faculdade já havia definido o tema do meu TCC, então é mais ou menos assim, quando você presta o vestibular você está fazendo sexo, se você passa, isso quer dizer que você vai ter um filho, é isso ai, se entrou pra faculdade, terá necessariamente um filho do gênero TCC, logo então é preciso definir um nome pra ele, e aos poucos você vai alimentando ele, foi o que fiz, no segundo semestre já tinha definido tema, então passei os outros 5 semestres da faculdade colhendo material para ele, ou seja alimentando, desta forma ele foi ficando forte e gordinho. No 7º Semestre meu TCC tava na adolescência, ou seja, passava pela faze que mais deu trabalho, me fez perder muitas noites de sono, angustiado, assim como uma mãe esperando por um filho na volta da balada. Enfim, no 8º Semestre ele conhece uma pessoa chama Orientador, e o futuro disso é o casamento, quando seu orientador aprova seu tema, ele está aceitando o noivado, daí mais alguns meses de investimento, e bem no finzinho, surgem duas novas pessoas, que junto com o orientador irá compor a assustadora “Banca”, e é essa banca que dirá se o seu TCC está ou não maduro o suficiente para ter vida própria, e então vem a tensa noite do casamento, ou seja, o dia em que você irá se apresentar para a noiva e os padrinhos diante de uma platéia de pessoas, e nesse dia você não dorme, não come, não vive, tudo pela ansiedade do tão esperado “SIM”, a hora chega, 30 minutos de cerimônia e chega a hora, a banca valida ou não o seu trabalho de anos ou semestre de esforços. Claro, em alguns casos o noivo foge do altar, ainda me lembro que na minha apresentação de TCC a pessoa que iria apresentar antes de mim simplesmente não apareceu, e o meu com o meu consentimento foi antecipado em meia hora.
Poucas pessoas assistiram meu TCC, poucas pessoas compartilharam da minha felicidade, eu até julgava que meu trabalho estava bom, mas ainda inseguro, e quando a banca começou a falar eu vi que realmente tinha feito a coisa certa, e lá estava meu filhinho, aprovado, com nota máxima, estava eu livre dele.
Livre nada, TCC assim como filho é para o resto da vida, depois que casa sai do seu domínio, mas você sentirá orgulho dele para o resto da sua vida.
Acreditem meninos do TCC, mesmo vocês achando que nunca utilizaram nada do TCC para a vida de vocês, uma hora ou outra vocês se perceberão falando dele, ou utilizando algo aprendido com ele, porque o TCC não te ensina apenas a programar, te ensina a ser tolerante, te ensina a ser paciente, te ensina a trabalhar em grupo, te ensina a partilhar, a ter esperança, a lutar, a persistir, enfim, o TCC na verdade é uma lição de vida.
Abaixo uma tela de sistema do TCC de um grupo do 3ºI, percebam se não existe uma relação de amor entre as alunas e o seu “filho”




Boa Sorte a todos vocês!

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